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Comentando sobre "O sentido de um Fim" de Julian Barnes

  • Foto do escritor: Dime
    Dime
  • 21 de jan. de 2020
  • 2 min de leitura

Olá, meus citados e minhas citadas. Hoje venho falar sobre o livro O Sentido de Um Fim do escritor inglês Julian Barnes.


Antes de falar do livro, vamos colocar nossos holofotes sobre Julian Barnes. O nosso autor em destaque nasceu em Leicester em 1946. Morou em Londres por quase toda a sua vida. Encontrou o estímulo pela literatura na adolescência, com temas como sexo, Deus e morte.





"Nossa vida não é a nossa vida, mas apenas a história que nós contamos a respeito da nossa vida."


O sentido de um fim, é certamente um daqueles livros que nos fazem refletir o tempo inteiro sobre questões da vida (e da morte). O livro é narrado em primeira pessoa, pelo narrador-personagem Tony Webster. A narração desse livro é a chave para o seu sucesso. A narração aproxima o leitor do narrador, tornando-o assim o seu confidente. As questões filosóficas que o narrador traça consigo mesmo e com as coisas que acontecem em seu cotidiano nos fazem lembrar de grandes autores brasileiros como Guimarães Rosa e Machado de Assis. A narração é gostosa, é atrativa, é duvidosa. Isso mesmo. A narração é uma dúvida, assim como em Dom Casmurro, o qual você não pode e não deve confiar em tudo que Bentinho diz, aqui em O sentido de um fim, você também não deve confiar em Tony. Tudo porque ambos os livros, Dom Casmurro e O Sentido de Um fim tratam sobre as falhas da memória. Esse livro nos convida a fazer uma reflexão sobre o que é se lembrar de algo e sobre o que e de que forma escolhemos contar algo do nosso passado.

No livro Tartarugas Até lá em baixo de John Green, Holmes diz o seguinte "Mas eu estava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar." Enquanto que Tony, já nos mostra outro caminho: com sua narração ele nos faz perceber que em certo ponto, escolhemos sim a história que queremos contar. Transformamos a nossa memória em ficção. O que a gente não lembra, a gente inventa, a gente muda, a gente cria algo só para preencher o vazio daquilo que um dia foi algo. Não obstante, Tony ainda completa dizendo que quanto mais o tempo passa, menos testemunhas irão ter para contestar as suas memórias, isto é, as pessoas morrem, e junto elas levam uma parte do que aconteceu no passado.

Por a memória ser essa coisa maleável, editável, é difícil de acreditar em tudo que o narrador diz. Talvez ele esteja falando a verdade, talvez não. Isso nos abre portas para teorizar sobre os acontecimentos do livro, como o motivo do suicídio de Adrian, o porquê de Verônica não ter entregado o diário, o que seriam as equações, quem realmente é a mãe o filho de Adrian... Enfim, são muitas possibilidades e teorias que o leitor tem de lidar ao acabar o livro.

São livros como esse, que não acabam mesmo depois de chegar até a última página, que merecem um cantinho especial na nossa cabeceira e no nosso coração.


Ler esse livro foi uma experiência incrível. Obrigado a equipe da TAG por terem me enviado a caixinha com esse livro.


Para saber mais sobre a assinatura da TAG, leia o post que fiz aqui no blog clicando AQUI

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