Resenha: O diário de um mago (Paulo Coelho)
- Dime

- 16 de dez. de 2019
- 3 min de leitura
Olá, meus citados e minhas citadas! Hoje venho resenhar o livro "O diário de um Mago" do nosso escritor brasileiro Paulo Coelho.

O presente texto tem a intenção de resenhar criticamente o livro "O diário de um Mago" do autor brasileiro Paulo Coelho", edição publicado pela editora Sextante, em 2010.
Capa e alementos palpavéis.
Analisando de primeiro momento a capa, a considero charmosa, com uma fonte bonita e detalhes bem elegantes. No centro da capa há a imagem de um caminho tirada pelo Alberto Paredes, um grande fotografo europeu. A foto trouxe para capa uma imagem visual de um caminho, nos aproximando mais da história, fazendo com que nossa imaginação tenha um rumo para qual seguir. Por ter um caminho na foto, isso soa como um convite para que o leitor caminhe, não só pelo caminho de Santiago junto com os relatos de Paulo, mas também caminhe para dentro da história, convidando o leitor a abir o livro.
Em relação ao fomato do livro (14x21) achei bem distribuído, não ficou um livro grosso, de difícil manuseio, pelo contrário, achei o tamanho ideial e confortável de segurar durante a leitura. As páginas amareladas deram aquele charme que boa parte de quem ama livros gosta.
Enredo
A história nada mais é do que um relato da tragetória de Paulo coelho durante sua peregrinação em 1986 pelo Caminho de Santiago.
Por se tratar de um biografia, a analíse se fechará somente no elemento "personagem". O personagem principal da história é o próprio Paulo, o qual se torna um personagem-narrador. Sendo assim, a história ganhou uma narração leve e fluída, resultado do carisma nas palavras de Coelho. Não apresentou vocabulários sofisticados, o que achei um ponto positivo, pois a linguagem usada por Paulo aproxima muito o leitor ao narrador, o que deixa a história mais envolvente e nada chata de se ler.
Durante a sua jornada, Paulo vai em busca de sua espada, guiado por seu mestre Petrus. É interessante notar a evolução do Paulo durante seu percurso. A cada novo capítulo, ele traz várias reflexões da vida cotidiana, reflexões estas que nos faz pensar no simples e passar a valorizar mais isso. Petrus ensina vários exercícios do RAM ( Regnus Agnus Mundi) , práticas voltadas para o ensinamento por via oral da linguagem simbólica. Confesso que alguns exercícios eu tentei fazer e outros eu tive medo, como o caso do exercício do mensageiro.
A busca pela espada é o que matêm Paulo no caminho, que não o faz desistir. De certa forma, essa busca também nos envolve, fazendo com que nós também não queiramos abandonar o livro, fato que me fez querer ler o livro a cada instante em que eu tinha livre. É uma leitura muito envolvente e uma eventura de vários ensinamentos e reflexões. A escolha do título condiz com a tipologia textual e o tipo de narrador. Paulo foi muito felize em narrar em primeira pessoa tal história, o colocando como escritor-narrador-personagem, o que me fez gostar bastante deste livro, uma vez que esse tipo de linguagem nos aproxima do autor. É quase como se você estivesse tomando um café da tarde com Paulo Coelho e ele estivesse lhe contando a história.
Certamente, eu indico este livro para as pessoas que também querem se aventurar nos caminhos de Santiago e também para aquelas pessoas que gostariam de conhecer mais sobre o RAM.



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